Lidando com estes dois conceitos, a linha se situa no debate entre a tradição historiográfica que se volta para a estrutura da cultura, isto é, para seu funcionamento interno, e a que privilegia não tanto a sintaxe da cultura, ou a operação de significação, mas as conexões deste universo com determinantes externos, tais como as condições materiais e as relações de poder na sociedade. Debate-se, entre outras, as noções de mentalidades, de representação, e de experiência, tentando o diálogo entre uma história cultural e uma história social da cultura. No terreno da identidade, privilegia-se o estudo de determinadas identidades coletivas, como a nacional, a de classe e a racial ou étnica, entendendo-as como um campo de situação social e de discurso, assim como tendo um mecanismo relacional, com suas funções mediadoras ou interativas. Esta linha opta, portanto, por algumas identidades em particular, bem como nossa abordagem da identidade em articulação com a cultura, como discurso e prática, a depender dos parâmetros cronológicos, geográficos e sociais adotados. Os temas privilegiados são: identidade nacional; intelectuais; historiografia; mídia e industrial cultural; cultura popular e identidades étnicas; história e arte.
Última atualização: 23/05/2025