Campus Alto Paraopeba: nanotecnologia e agropecuária no Catalisa Sebrae

No Campus Alto Paraopeba, os trabalhos selecionados pelo Catalisa ICT vão da nanotecnologia para tratamento de resíduos siderúrgicos ao desenvolvimento de redes para monitoramento de rebanhos. O grupo de pesquisa Nanoetc - Nanotecnologia em Bioprocessos, do qual fazem parte os professores Rafael Mafra de Paula e Igor José Boggione Santos, do Departamento de Química, Biotecnologia e Engenharia de BIoprocessos (DQBIO), e os mestrandos Gabriela Martins Paiva e Saymon Menezes de Souza, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PPGEQ), propõe um novo material adsorvente de nanocelulose bacteriana, a partir de resíduo industrial para recuperação de metais pesados de efluentes de mineração e siderurgia.

O Brasil é o terceiro maior produtor e exportador mundial de minério de ferro e o nono maior produtor mundial de aço bruto, o que gera grande volume de resíduos com elevado teor de metais pesados a serem tratados antes do descarte. Os tratamentos tradicionais, onerosos e complexos, demandam alternativas mais sustentáveis, como a nanocelulose bacteriana, adsorvente desses metais pelas suas propriedades de biocompatibilidade e biodegradabilidade. “Nossa pesquisa tem o objetivo de produção de nanocelulose bacteriana em biorreator com substrato alternativo, para a obtenção de um adsorvente que trate os resíduos de mineradoras e siderúrgicas, de modo a permitir o reuso na indústria”, explica o professor Igor, coordenador do projeto.

Na outra ponta, a IoTCow ou Internet das Vacas, realizada no Laboratório de Computação do Campus Alto Paraopeba, visa desenvolver soluções computacionais que permitam realizar o monitoramento do gado a distância, aplicando a tecnologia IoT – protocolos de rede sem fio modernos e recursos avançados de desenvolvimento de software baseados em Machine Learning e Data Science.

As soluções de monitoramento atuais são caras, pouco eficientes ou consomem muita energia pois usam GPS, redes celulares ou redes via satélite. A rastreabilidade interna do gado, a fim de melhorar a produção da fazenda, além de reduzir fugas, roubos ou perdas de animais é uma solução que o setor agropecuário aguarda há tempos.

A tecnologia proposta já vem sendo desenvolvida há quatro anos na UFSJ, em diversos projetos de iniciação científica, trabalhos de conclusão de curso e participação em programas de aceleração para startups, caso do Congonhas for Science, Congonhas Lab e, mais recentemente, o Sebrae Catalisa. Essa equipe é composta pelos professores Fernando Augusto Teixeira e Ana Maria Resende Santos, e pelo colaborador externo José Paulo Baddini Oliveira Andrade, engenheiro agrônomo.

O que é o Catalisa ICT
Trata-se de um projeto que aproxima as instituições de pesquisa científica e tecnológica (ICTs) como detentoras de quantidade expressiva de conhecimentos, e o mercado de trabalho, por meio de negócios inovadores de base tecnológica. O objetivo do Sebrae é estimular o desenvolvimento econômico e social do Brasil, incentivando uma jornada de aceleração que oferece a pesquisadores capacitação em gestão, mentorias, fomento a projetos e acesso ao universo empresarial.

O Catalisa ICT compreende aceleração e fomento ao pesquisador, da academia ao mercado, que inclui, em cada etapa, gates de seleção com base em critérios de mérito quanto ao potencial de inovação da proposta. A ideia é catalisar soluções inovadoras que resolvam demandas ou problemas de empresas, governo, sociedade e ambiente, por meio da indução e dinamização de conexões entre os atores-chave dos ecossistemas de inovação brasileiros, de forma digital, colaborativa, democrática e escalável.

A lista completa dos projetos selecionados pode ser consultada neste link.


Publicada em 28/04/2021
Fonte: ASCOM

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