O sentimento despertado em nós

Gratidão.

É o sentimento que fica para cada um de nós que participamos da campanha Visibilidade Trans. Diante de histórias de vida tão enriquecedoras, compartilhadas pela Ari, pelo Rafael e pelo Jonas, confrontamos e reavaliamos nossas crenças frente a esse universo que, embora caminhe junto com o de cada um de nós, ainda é desconhecido de muitos e, infelizmente, tão rejeitado - como se tivéssemos o direito de rejeitar alguém pelo simples fato de ter escolhido existir num registro que abraça multiplicidades.

Ficamos com o apelo tão bem articulado da Ari: “Não somos só pessoas trans, antes disso somos pessoas. Que sejamos lembradas não só nessa data, mas que ela sirva para todos pensarem: por que não convivemos com pessoas trans? Por que não estamos sendo empregados? Por que vocês não estão escutando a gente?”

Ou, ainda, com a certeira conclusão do Rafael: “Toda pessoa trans, mesmo sem querer, acaba sendo ativista. Viver num mundo que não nos aceita é uma atitude política.”

O que sustenta Jonas é o senso de comunidade. “Eu me sinto muito conectado e unido a outros caras trans. As trocas, as conversas e a união nos fortalecem.”

Seria tão humano se o ombro amigo, a compreensão, pudessem vir de todas as pessoas. Por enquanto, no país que mais mata pessoas trans no mundo, parece um sonho distante. Mas não são os sonhos o primeiro passo para alimentarmos nossa utopia? Cada troca, cada aprendizado, como o que vivemos nessa semana, cada trajetória - tão generosamente compartilhada a partir de um pedido genuíno para estarmos juntos - foram “matéria de salvação”: sim, é possível congregar margens.

Ari, Rafael e Jonas: “O sonho encheu a noite,/extravasou pro meu dia,/encheu minha vida/e é dele que eu vou viver/porque sonho não morre!” (Adélia Prado)

Gratidão! (Nós, da UFSJ)

 

A campanha Visibilidade Trans circulou aqui, no Facebook e Instagram da UFSJ, entre os dias 29 de janeiro e 3 de fevereiro. Veja, reveja, compartilhe!


Publicada em 05/02/2021
Fonte: ASCOM

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