Visibilidade Trans: conheça as histórias de alunos e ex-alunos da UFSJ

Muitos não fazem ideia, mas a expectativa de vida das pessoas trans no Brasil é de 35 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Parece assustador? E é! Mais que isso: o Brasil é líder no ranking mundial de assassinatos e violências às pessoas trans. Em 2020, foram registradas 175 mortes no país, fora a subnotificação, alerta a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

O nosso desconhecimento em relação às pessoas trans vai além. Desconhecemos o alcance da violência, como também desconhecemos até mesmo quem são as pessoas trans. Uma pessoa cisgênero (cis) é aquela que se identifica com o gênero que lhe foi designado na sua nascença; uma pessoa transgênero (trans), ao contrário, não se identifica com o gênero designado ao nascer.

Essa dura realidade de violência pode até surpreender a maioria dos cidadãos, mas em nada surpreende quem lida com o desafio de, a cada dia, sobreviver às agressões, às ameaças, e lutar para viver seus direitos plenamente. Por isso, hoje, 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, a Universidade Federal de São João del-Rei inicia uma série que vai mostrar o caminho de estudantes da instituição que enfrentam esses obstáculos - alguns se formaram, outros seguem firmes nessa direção.

São histórias muitas vezes espinhosas, desconfortáveis, mas reais. E que, em alguns casos, alcançam o sucesso. Mas, acima de tudo, são histórias que nos informam, que nos apresentam a um mundo ainda desconhecido de boa parte da sociedade. Que precisa ser apresentado, compreendido, para que, juntos, possamos ser agentes de uma transformação que supere a violência e o preconceito.

Na UFSJ, a Resolução Consu Nº 004/2015 regulamenta a utilização do nome social no âmbito da instituição e dá outras providências. Nome social "é o modo como a pessoa se autoidentifica e deseja ser reconhecida, identificada e denominada na sua comunidade e meio social."
 


Publicada em 29/01/2021
Fonte: ASCOM

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