Uso do titânio em implantes e próteses é tema de pesquisa da UFSJ

Estudo está situado em um campo de encontro da Engenharia com a Biomedicina

A usinagem de peças de titânio aplicado na biomedicina - como em próteses dentárias e ortopédicas é o tema de uma das pesquisas desenvolvidas pelo professor Lincoln Cardoso Brandão, do Departamento de Engenharia Mecânica (Demec) da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

O professor Lincoln, ex-aluno da UFSJ, tem uma longa trajetória na pesquisa em processos de fabricação com foco na área de manufatura. O pesquisador começou na iniciação científica desenvolvendo o trabalho de pesquisa “Obtenção das Constantes x e k de Taylor para cálculo de vida de ferramentas de torneamento”. Foi um dos primeiros 22 bolsistas de iniciação científica que a UFSJ teve, na década de 1990. “Aí comecei a estudar com mais propriedade, mais cunho científico, a área de manufatura e de processos de fabricação, na qual atuo até hoje”, conta.

Após a graduação na UFSJ, Lincoln se tornou mestre e doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e pela Universidade de São Paulo (USP), respectivamente. Com a aprovação pelo CNPq de uma bolsa de Pesquisador de Produtividade - Nível 2, o trabalho do pesquisador se consolidou no campo do torneamento e do rosqueamento, utilizando a usinagem do titânio como material de referência.

A pesquisa dele está situada em um campo de encontro da Biomedicina com a Engenharia. Lincoln relata que, dessa forma, o estudo foca na osseointegração. “O titânio é o material que tem o menor índice de rejeição no organismo humano quando implantado, pois é altamente biocompatível, o que significa que é facilmente absorvível pelo organismo. Então, minha pesquisa é focada justamente nesta parte de implantes. Meu trabalho de pesquisa não é especificamente o implante dentário ou o reforço do osso com uma prótese, mas sim focado na otimização da fabricação do componente, permitindo que a superfície deste componente apresente uma estrutura que acelere a união do osso com a parte metálica”, explica.

A metodologia do estudo é aplicada de forma simulada em laboratório, ou seja, in vitro. A pesquisa foi feita em duas fases: primeiramente, estudou-se um acabamento da superfície da peça usinada, e em seguida submeteu-se essa superfície a um ambiente corrosivo. Parte do trabalho foi desenvolvido no Demec, em parceria com o professor Alysson Helton Santos Bueno. “O projeto possibilitou o uso de fluidos sintéticos que permitem simular o comportamento do componente metálico usinado dentro do corpo humano e avaliar sua resistência à corrosão”, explica Lincoln.

Algumas da publicações provenientes da pesquisa podem ser conferidas consultando a página do currículo Lattes do professor.

* Essa reportagem faz parte de uma iniciativa de divulgação científica da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Prope).


Publicada em 25/10/2018
Fonte: ASCOM

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