Wesley Mumu levou o Inverno Cultural a uma viagem no tempo do samba

Publicada em 02/08/2025

Tradição e afeto marcaram a noite de sexta, 1, do Inverno Cultural UFSJ: Wesley Mumu trouxe a alegria calorosa do samba, que a Rua da Cachaça tanto precisava! Acompanhado por trompete, cavaquinho, pandeiro, bateria, violão e um coro que se juntava perfeitamente à sua voz, o cantor resgatou clássicos do samba, do pagode e da MPB. Se depender de Wesley (e de todos nós!), a energia, daquela sexta-feira, ressoará para sempre pelas ruas da cidade. 

 

São-joanense nato, poucos conhecem a musicalidade regional como Mumu. Ele, que cresceu na região do Largo do Carmo, na escola de samba Irmãos Metralha, já tocou outras vezes no Inverno Cultural, com o grupo Corda e Caçamba. O samba, para ele, está no sangue, é ancestral: “O meu avô era um grande carnavalesco, e passou para o meu pai. Aí, hoje, a gente segue levando a bandeira do samba”. 


A mineiridade permaneceu durante todo o encontro, porque, para Wesley, era impossível que ela ficasse de fora: “Costumam falar que a nata do samba está no Rio de Janeiro. Mas a gente tem muitos sambistas mineiros, né? Tem a Clara Nunes, tem o Toninho Gerais, tem a Aline Calixto, que veio aqui participar do Inverno Cultural. Então, a gente tem sambistas mineiros de renome nacional. Quem sabe o Mumu chega lá, também!”.


“Vamos viajar no tempo!” foi a promessa - cumpridíssima, diga-se de passagem - de Wesley Mumu, pouco antes do show começar. Com direito à Cartola, Noel Rosa, Zeca Pagodinho e diversos outros nomes que cantam sobre as dores e delícias de ser brasileiro, o público foi tomado pelo desejo de festejar. O que não faltou, então, foi agito: “Muita gente e música boa!”, celebrou o carioca Breno Luís. Já a espectadora Luciene Aparecida dos Santos Viana, encantada com o carisma contagiante da Rua, vibrou: “Que show maravilhoso!”.


Com um repertório que, nas palavras do cantor, foi do “antigo ao atual”, Wesley Mumu transformou a noite em uma verdadeira ode ao samba e às brasilidades de nossa existência. Ao final, ficou a certeza de que o ritmo segue pulsante e potente nas vozes de quem o leva com força e paixão.

 

Confira como foi no instagram da UFSJ e em fotos por Bianka Monteiro.

Texto: Clarice Muscalu