Participantes exploram a natureza através da monotipia em oficina criativa

Publicada em 01/08/2025

A “Vivência Regenera! - Natureza e Regeneração, Vivências Transformadoras” foi ministrada em dois dias pela arquiteta são-joanense Ana Bello, com o propósito de mostrar uma nova forma de enxergar a arte através de materiais vindos da natureza. A oficina comprovou como as produções artísticas podem ser criadas em conexão com o meio ambiente, provocando assim, reflexões sobre a relação humana com elementos naturais.

Ana Bello explicou de que forma a natureza contribuiu para a criação de intervenções artísticas e a possibilidade de, ao unir esses elementos, criar uma peça única, impossível de ser repetida. Antes de começar as atividades, para fortalecer sua fala inicial, a ministrante mostrou algumas obras que ela criou com a intervenção natural, ressaltando sempre, a beleza e originalidade de cada uma.

Na dinâmica, a arquiteta levou as participantes para conhecerem o local da oficina, fazendo com que as mulheres recolhessem materiais naturais, como folhas e flores de diferentes texturas. A partir disso, a arquiteta ensinou um método intitulado monotipia e explicou o motivo pelo qual decidiu trabalhar essa técnica: “A monotipia, que é uma técnica de impressão artística que produz apenas uma única cópia de cada imagem. Ela favorece o conhecimento da composição, combinando elementos com criatividade no espaço de vivência, condizente com o tema do Inverno Cultural. Nós estamos em plena mata, em plena reserva, ao qual encontramos vários vegetais, várias plantas com texturas diferenciadas, o que vai dar um efeito maravilhoso para a monotipia”.

Os ensinamentos repassados por Ana Bello foram muito mais do que simplesmente uma forma de criar arte. Com um olhar aguçado e artístico, a ministrante ensinou como é feita a construção de uma composição. Por meio de diversas tentativas de transferir a impressão de folhas e flores para papel jornal, papel cartão e tecido, a arte foi ganhando forma e surgindo aos poucos.

Após realizar a impressão dos materiais, a arquiteta contou como surgiu o interesse de unir arte e sustentabilidade. “Eu moro em um sítio há mais de 20 anos, então eu tenho contato direto com a natureza. A natureza árida, a natureza bruta, a natureza delicada. Não só as plantas, mas também a água. Não tem como fugir dessa natureza para outro tipo de criação, então eu busco nela o que eu posso tirar de maior proveito para transformar em arte”, declara Ana Bello.

Ao final, a professora de cerâmica, Ilza dos Santos, também aproveitou para contar um pouco de como foi participar da “Vivência Regenera”. De acordo com a aluna: “Gostei muito da experiência de coletar material para criar as minhas peças. Eu não tinha percebido tão diretamente que a gente colhe tanta coisa na natureza. O resultado fica excelente!”.

Veja como foi, no instagram da UFSJ.

Texto por Rebeca Costa