Extensão da UFSJ atua no Albergue Santo Antônio

Promover oficinas terapêuticas para idosos. Este é o objetivo do programa de extensão “Ações interventivas para com idosos institucionalizados” da Universidade Federal de São João del-Rei, que atua há dois anos no Albergue Santo Antônio. As atividades se dividem em sete oficinas, cada uma com sua finalidade, mas todas elas proporcionando o estímulo cognitivo, ajudando o idoso a recuperar e integrar suas memórias, na resolução de problemas, no melhoramento de atenção, concentração, e integrando atenção e coordenação motora.

Adriana Guimarães, coordenadora do programa e professora de Desenvolvimento Humano, conta que o foco de estudo é o idoso institucionalizado, pelo fato dele sofrer diversos tipos de restrições. “Por exemplo, a falta de contato com a família, a dificuldade de um contato social mais amplo. É difícil para eles saírem sozinhos, necessitam de um acompanhamento e nem sempre isso é possível”, argumenta. Adriana ainda ressalta o fato de o Albergue possuir poucos recursos, “pelo fato de o governo não financiar instituições de longa permanência para idosos ou, quando financiam, disponibilizam poucas verbas. É por meio do dinheiro arrecadado pela aposentadoria dos idosos que parte dos gastos são cobertos", mas a quantia não é suficiente e diversas vezes o Albergue passa por dificuldades.

Foi a partir da observação que a ideia de realizar oficinas terapêuticas surgiu. Em seu primeiro ano, o programa oferecia cinco oficinas, e agora são sete. O programa trabalha com todos os profissionais do Albergue e em parceria com outros projetos de extensão da UFSJ que atuam no local.

Cartas e Cartões

Um das oficinas realizadas é a de Elaboração de Cartas e Cartões, que tem como objetivo trabalhar as lembranças dos idosos, como as de longo prazo, autobiográfica, entre outras. A intenção, também, é que o idoso estabeleça vínculos com outras pessoas além do Albergue, estabelecendo o senso de identidade do indivíduo.

Para resgatar a memória, são levados para os idosos termos relativos à infância, como música, gravura, brinquedos da época deles. É a partir desses objetos que os idosos podem falar de suas experiências, da infância, adolescência, idade adulta, casamentos, filhos, meia idade e velhice. O objetivo é que a pessoa possa reconhecer-se através de sua experiência de vida.

“Inicialmente a proposta era trabalhar com os familiares. Entretanto, devido a dificuldades como não localizar o endereço ou não obter retorno, a metodologia da oficina foi reelaborada”, comenta Adriana Guimarães. A opção encontrada foi trabalhar junto com o programa de extensão Universidade para a Terceira Idade, coordenado pela psicóloga Maria Anália Catizane Ramos. “A nossa proposta, desde o ano passado, é fazer a troca de cartas e cartões com os idosos que participam desse programa”.

A oficina é feita de forma individual, ou seja, cada aluno bolsista trabalha separadamente com um idoso, por meio de uma técnica cognitiva de resolução de problemas. Sobre isso, Adriana destaca: “a gente levanta um problema, torna esse problema factível. Às vezes o idoso reclama de algo. Então a gente tenta identificar o que está ruim em sua vida e levanta com ele quais são as estratégias que tem para resolver o seu problema. A gente avalia as vantagens e desvantagens dessas estratégias".

Adriana detalha esse trabalho: "temos dois envelopes: um vermelho em que a gente coloca o problema, e outro verde, para as estratégias. A gente adota uma estratégia com ele que vai implementar durante aquela semana. Na outra semana, o aluno volta e avalia com o idoso se ele implementou aquela estratégia e qual foi o resultado. Se o problema foi sanado, a gente tira do envelope verde, rasga e joga no lixo. Se ele não foi sanado, a gente avalia as estratégias, o que foi implementado, o que não foi, o que deu certo e o que não deu, e adota novas." Quando o problema é encerrado, explica, são eliminadas as estratégias para aquele problema, finalmente, trabalhados outros problemas.

Fisioterapeuta

Toda quarta-feira de manhã há um trabalho com a fisioteraupeta do Albergue Santo Antônio, em conjunto com bolsistas de extensão e alunos estagiários. O objetivo é trabalhar a coordenação motora dos idosos.

Trabalhos Manuais

A oficina de Trabalhos Manuais tem por objetivo incentivar o senso de autoeficácia, ou seja, fazer com que o idoso perceba que ele é capaz de realizar muitas coisas. É trabalhada a capacidade de realizar um produto artesanal, que, ao final, será uma produção dele. O objetivo é atingir um nível de aperfeiçoamento para que esses produtos artesanais sejam vendidos e gerem renda para manter a oficina.

Passeio Terapêutico

A Oficina Passeio Terapêutico é realizada em conjunto com o programa de extensão Terceira Idade da UFSJ. Os idosos vão para a academia e passeiam em vários locais escolhidos semanalmente, como o pátio da Campus Dom Bosco para interagir com os alunos, a praça da Igreja Dom Bosco, entre outros.

Todas as sextas-feiras, o site de notícias da UFSJ traz o Comunica Extensão, com novidades sobre as ações extensionistas da nossa Universidade. Acompanhe! 


Publicada em 14/07/2017
Fonte: ASCOM

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