Auto-Avaliação Institucional


Auto-Avaliação Institucional

Avaliação Institucional das Instituições de Ensino Superior

A Avaliação Institucional das instituições de ensino superior - IES, instituída pelo SINAES, compreenderá:

a) Auto-avaliação, coordenada pela Comissão Própria de Avaliação - CPA, cujo modelo deve pautar-se nas orientações gerais elaboradas a partir de diretrizes estabelecidas pela CONAES;

b) Avaliação Externa in loco, realizada por Comissão Externa de Avaliação Institucional designada pelo INEP, examinará as seguintes informações e documentos:

  • Dados gerais e específicos da IES constantes do Censo da Educação Superior e do Cadastro de Instituições de Educação Superior;
  • Dados sobre o Desempenho dos Estudantes da IES no ENADE, disponíveis no momento da avaliação;
  • Relatórios de avaliação dos cursos de graduação da IES, produzidos pelas Comissões Externas de Avaliação de Cursos, disponíveis no momento da avaliação;
  • Dados do Questionário Sócio-econômico dos Estudantes, coletados na aplicação do ENADE;
  • Relatório da Comissão de Acompanhamento do Protocolo de Compromisso, quando for o caso;
  • Relatórios e conceitos da CAPES para os Cursos de Pós-graduação da IES, quando houver;
  • Documentos sobre o credenciamento da IES e seu último recredenciamento, quando for o caso.

Auto-Avaliação Institucional

A avaliação da instituição de ensino superior buscará fornecer uma visão global sob uma dupla perspectiva:

(a) O objeto de análise é o conjunto de dimensões, estruturas, relações, atividades, funções e finalidades da IES, centrado em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão segundo os diferentes perfis e missões institucionais. Está compreendida, na avaliação da instituição, a gestão, a responsabilidade e compromissos sociais e a formação acadêmica e profissional com vistas a repensar sua missão para o futuro.

(b) Os sujeitos da avaliação são os conjuntos de professores, estudantes, técnico-administrativo e membros da comunidade externa especialmente convidados ou designados.

A auto-avaliação constitui um processo por meio do qual um curso ou instituição analisa internamente o que é e o que deseja ser, o que de fato realiza, como se organiza, administra e age, buscando sistematizar informações para analisá-las e interpretá-las com vistas à identificação de práticas exitosas, bem como a percepção de omissões e equívocos, a fim de evitá-los no futuro. Tem, como eixo central, dois objetivos, respeitadas as diferentes missões institucionais:

(1) avaliar a instituição como uma totalidade integrada que permite a auto-análise valorativa da coerência entre a missão e as políticas institucionais efetivamente realizadas, visando a melhoria da qualidade acadêmica e o desenvolvimento institucional;

(2) privilegiar o conceito da auto-avaliação e sua prática educativa para gerar, nos membros da comunidade acadêmica, autoconsciência de suas qualidades, problemas e desafios para o presente e o futuro, estabelecendo mecanismos institucionalizados e participativos para a sua realização.

Em termos práticos, a construção da informação e sua análise serão feitas, com a participação dos segmentos da comunidade acadêmica, à luz da missão ou projeto da instituição. Concluída esta, avança-se para a outra fase: o exame da coerência do projeto institucional e sua realização, na qual, a instituição avalia seus níveis de pertinência e qualidade, suas fortalezas e fragilidades, a partir das quais construirá uma agenda futura articulando objetivos, recursos, práticas e resultados.

O conjunto de informações obtido, após trabalho de análise e interpretação, permite compor uma visão diagnóstica dos processos pedagógicos, científicos e sociais da instituição, identificando possíveis causas de problemas, bem como possibilidades e potencialidades.
Entende-se a auto-avaliação como um processo cíclico, criativo e renovador de análise e síntese das dimensões que definem a instituição. O seu caráter diagnóstico e formativo de auto-conhecimento deve permitir a re-análise das prioridades estabelecidas no Projeto Político Institucional e o engajamento da comunidade acadêmica na construção de novas alternativas e práticas.

A prática da auto-avaliação como processo permanente será instrumento de construção e/ou consolidação de uma cultura de avaliação da instituição, com a qual a comunidade interna se identifique e comprometa. O seu caráter formativo deve permitir o aperfeiçoamento tanto pessoal (dos docentes, discentes e corpo técnico-administrativo) quanto institucional, pelo fato de colocar todos os atores em um processo de reflexão e auto-consciência institucional.

Biênio 2004-2006:

A UFSJ realizou a auto-avaliação do biênio 2004-2006, porém não ocorreu a avaliação externa por parte do INEP no período. A avaliação por parte do INEP aconteceu em novembro de 2009. A UFSJ obteve o CI - Conceito Institucional nota 4.

 

 

Biênio 2007-2008 (Nota Técnica do INEP, de 17/02/2009 - altera o processo de auto-avaliação para benal para anual):

A CPA não realizou a auto-avaliação por uma série de eventos ocorridos, como: a adesão aos programas Expandir I e REUNI, além do processo eleitoral para reitor ocorrido em maio 20008, posse agosto 2008.

Notadamente no que se refere à expressiva expansão da universidade com a criação dos novos campi do Alto Paraopeba e Divinópolis, com cinco e quatro cursos respectivamente, e, ainda, a adesão da universidade ao REUNI - Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, com 11 novos cursos de graduação, a Instituição se mobilizou para adequar à nova realidade. A UFSJ se tornou, num espaço de menos de dois anos, numa instituição “multi-campi”, triplicando sua oferta de vagas na graduação e pós-graduação. Isso impossibilitou o andamento de várias atividades, dentre elas o processo de auto-avaliação, sem considerar as alterações do PPI e PDI.

Em 2009 promovemos a revisão PPI e PDI. Em relação ao PDI, a Comissão  teve que adequar as informações à nova realidade de prazos e ações. Consequentemente o PDI teve seu prazo alterado para o período de 2009 a 2018 e não mais 2006/2016.

Todos os fatores ora mencionados, exigiu da instituição uma grande concentração de seus atores na execução de ações para garantir a consolidação desta nova realidade. Assim, várias rotinas foram alteradas visando priorizar esforços no processo de expansão. Neste período ocorreu a alteração dos membros da CPA, que acumulavam outros papéis, interrompendo algumas atividades.

Em função desta descontinuidade, a gestão da UFSJ alocou a CPA à Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento para suporte administraivo às ações da CPA. 

Em 2010 o INEP implementou um sistema de gerenciamento que irá agilizar os procedimentos operacionais relacionados ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Integrada ao e-MEC, a ferramenta chamada Módulo de Avaliação auxiliará diretamente as atividades desenvolvidas na Diretoria de Avaliação da Educação Superior (DAES). Os seus recursos permitirão à autarquia enviar comunicados para as instituições e avaliadores, preencher formulários eletrônicos, finalizar relatórios de avaliação e designar comissões de avaliação. Isso porque o sistema também incorporou às suas funcionalidades o que antes era feito pelo Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação (BASis).

Em 2010 foi realizado um trabalho de implementação dos questionários para realização da Auto-avaliação. A proposta de auto-avaliação foi aprovada pelo Conselho Universitário em agosto/2010. O trabalho que foi concretizado com a postagem do questionário para avaliação discente, com 80% de participação, vinculada à matricula. Os demais segmentos realizamos uma pequena amostragem. Apesar de ainda incipiente no que tange a amostragem referente a Técnicos-administrativos e docentes, a CPA produziu o relatório de auto-avaliação postado no e-MEC em 30/03/2011.

 Em 2011 aproveitamos o mesmo modelo de auto-avaliação e realizamos a aplicação dos questionários sem nenhuma modificação, nos mesmos moldes do trabalho realizado em 2010. 

Em 2012 realizamos uma revisão de todo processo de auto-avaliação, porém não atelrando o formato de auto-avaliação aprovada pelo Conselho Universitário em 2010. Apenas revisamos no sentido de verificar se todos os indicadores/conjuntos de indicadores/critérios estariam contemplados na proposta de auto-avaliação. Tomamos a iniciativa de atuar desta forma, para evitar uma nova aprovação da proposta no Conselho Univerisitário, devido ao grande volume de trabalhos do mesmo. Outra ação adotada, foi a informatização dos questionários, contando com a contribuição dos alunos do curso de Ciências da Computação, através da Consultoria Junior. Trabalho ainda em andamento. Somente após a informatização daremos o início às reuniões de sensibilização com a comunidade acadêmica para posterior aplicação dos questionários.