UFSJ modifica realização do festival, sem perder de vista o principal objetivo: a formação artística |
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Um grande espetáculo musical, “Êta Muleque Bamba”, apresentado em diversas capitais brasileiras e que conta a vida e a obra do ator Grande Otelo, será uma das grandes atrações do 22º Inverno Cultural, festival de arte e cultura da UFSJ. A apresentação do musical foi uma das novidades apresentadas durante a coletiva à imprensa local que aconteceu terça-feira, 5, da qual participaram o reitor Helvécio Luiz Reis, a vice-reitora Valéria Heloísa Kemp e o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários, Marcos Vieira Silva, coordenador do evento. Também como tributo ao ator mineiro, está prevista uma grande exposição no Centro Cultural da UFSJ, com curadoria da arquiteta e cenógrafa Márcia Moon, que atuou na concepção museográfica do novo Museu do Futebol, instalado em São Paulo. Outras atrações anunciadas durante a coletiva foram a participação da Mimulus Companhia de Dança, que apresentará o espetáculo Dolores, baseado nas trilhas sonoras dos filmes do cineasta Pedro Almodóvar, o Festival de Música Pop & Rock, que terá seis bandas selecionadas, e a provável volta da Rotunda como espaço de eventos do festival. O período de realização será de As oficinas serão 58, incluindo opções para todas as faixas etárias. Por áreas, a divisão ficou assim: nove em artes cênicas, 17 de música, 10 de projetos especiais, sete em arte-educação, cinco em artes visuais, cinco em artes plásticas e cinco em literatura. As taxas de inscrição para as oficinas permanecerão as mesmas do ano passado: R$ 15 e R$ 20. “Estamos mantendo a diversidade, a mesma qualidade e temos atividades para todas as idades e públicos”, explicou o pró-reitor Marcos Vieira. Novo formato A crise financeira mundial foi o fator determinante para que a UFSJ decidisse pela mudança de formato que, segundo a reitoria, pode não ser definitiva nos outros anos. Desde 1998, o Inverno Cultural é realizado com apoio de patrocinadores, a maioria de exportadores, através de Leis de Incentivo à Cultura em níveis federal e estadual. De acordo com a reitoria, a UFSJ não gastou, nos últimos anos, recursos financeiros do seu orçamento no festival. As verbas para oficinas e eventos foram captadas junto a empresas que associavam suas marcas a um dos mais importantes festivais de arte e cultura do país. A partir de 2004, segundo dados apresentados pelo reitor, houve um crescente aumento do orçamento do festival, que passou de R$ 450 mil para R$ 1,5 milhão de recursos investidos por empresas. “Com a crise, não só o Inverno Cultural, mas projetos culturais de diversas naturezas em todo o país estão sofrendo com a incerteza que paira no meio empresarial. A crise estourou em outubro do ano passado e a economia internacional não vem reagindo como os próprios economistas previam”, explicou o reitor Helvécio Luiz Reis. Consciente da importância do festival, a Universidade, mesmo sem saber os recursos que poderá contar, decidiu realizar o evento, reduzindo o número de eventos e oficinas, sem deixar de lado a qualidade. “Estamos otimistas, esperamos o apoio de algumas empresas que ainda não deram resposta, e estamos empenhados na busca de soluções”, revelou o reitor. A vice-reitora Valéria Kemp ressaltou que, apesar da mudança de formato, o objetivo do festival será mantido. “Todos esses anos, a UFSJ tem tido muito carinho ao envolver a comunidade no seu maior projeto de extensão. O Inverno Cultural não é da UFSJ, mas realizado em parceria com a comunidade são-joanense. Desde a primeira edição, o espírito do evento é a produção e formação cultural. E estamos como quê resguardando este espírito”, afirmou. |
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| Fonte: ASCOM | |