Como parte das determinações da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011), que entra em vigor amanhã, 16, a Universidade Federal de São João del-Rei inaugura, na mesma data, o Serviço de Informação ao Cidadão (SIC). A estrutura será responsável pelo recebimento, processamento e gerenciamento das solicitações do cidadão para acesso às informações produzidas pela UFSJ. Além da estrutura física, os interessados terão um canal na internet para buscar e solicitar as informações.
Campus Santo Antônio
O prédio principal do Campus Santo Antônio teve sua construção iniciada, pelo pavilhão sul, em 1915 e inaugurado em 1917. Faz parte do conjunto arquitetônico da área tombada do centro histórico de São João del-Rei. Está localizado na Praça Frei Orlando, ao lado da Igreja São Francisco, de arquitetura barroca e suas vistosas, frondosas e centenárias palmeiras imperiais, cujo valor histórico é incalculável.
No Campus Santo Antônio, funcionou o famoso Colégio Santo Antônio, no qual várias personalidades brasileiras estudaram, tendo sido administrado até a década de 70 pelos freis franciscanos e posteriormente, até a implantação da UFSJ, pela municipalidade, onde funcionava a Fundação Municipal de São João del-Rei. Inicialmente, a instituição instalou-se no prédio principal e depois, com a aquisição dos terrenos adjacentes, ampliou sua estrutura com novas construções.
Reformas e adequações foram realizadas para modernizar e adaptar este prédio para o funcionamento da Universidade. Outros prédios foram anexados ao prédio central e são mais novos: a Biblioteca que abriga um dos mais modernos anfiteatros do país com ilha de edição; a Mecânica na qual se instalaram salas de laboratório e de professores dos Departamentos de Mecânica e de Ciências Térmicas e dos Fluidos; o da Elétrica no qual funcionam laboratórios e salas de professores do Departamento de Eletricidade; o Ginásio Poliesportivo, obra em fase final de execução e financiada com recursos do Ministério dos Esportes, a oficina mecânica, além dos prédios da Gráfica, Carpintaria/Serralheria e a casa onde está instalado o Projeto Terceira Idade.
Neste Campus, estão instaladas, em 2007, a Reitoria, as Pró-Reitorias de Administração, de Ensino de Graduação, de Planejamento, além da de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, bem como, os cursos de Ciências Econômicas, Engenharia Industrial Elétrica, Engenharia Industrial Mecânica e Matemática.
Campus Dom Dosco
O Campus Dom Bosco está situado no bairro das fábricas e sua história está atrelada a do Colégio São João, cujas atividades iniciais se deram em 1940 pela Congregação Salesiana. Com a ajuda da população sanjoanense, representada pelo Prefeito – Sr. José do Nascimento Teixeira, foi construído o prédio, onde funcionou a partir 1943, como internato de seminaristas. Em 1948, instalou-se também o Instituto de Filosofia e Pedagogia. Depois de 30 anos de existência, unicamente, como internato para seminaristas, abriu suas salas de aulas para alunos externos e finalmente, encerrado o internato, passou a funcionar apenas como externato, o que durou até o ano de 1986.
Em 1953, a Inspetoria Salesiana Dom Bosco, criou, anexa ao Colégio São João, uma Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras com o objetivo de habilitar profissionalmente, de acordo com as exigências oficiais, os religiosos da Congregação mantenedora. A Faculdade Dom Bosco foi reconhecida pelo Decreto 34392, de 27 de outubro de 1953, do Presidente Vargas e foi instalada em março de 1954. Dois anos após sua instalação, abriu-se também à educação externa e ampliou seus cursos, acrescentando Psicologia e Pedagogia e em 1986 foi incorporada ao patrimônio da UFSJ.
A partir de então, várias obras de reformas e adaptações foram realizadas no prédio principal e outros prédios foram e estão sendo construídos para atender as necessidades institucionais, tais como: prédio do DCNAT, onde funcionam os cursos de graduação em Biologia, Química e Física e o de mestrado de Física, Química e Neurociências com as devidas coordenadorias e o departamento de ciências naturais; o prédio do DEPEB onde estão alocadas as salas deste departamento e os laboratórios de neurociências; o laboratório de psicologia aplicada e o de química; o biotério central; o pavilhão de salas de aula; o prédio de salas para o Departamento das Psicologias; o prédio da nova biblioteca em fase final de execução e o prédio anexo ao DCNAT que abrigará salas de aula e laboratórios dos cursos de Biologia, Física e Química que está em fase inicial.
Neste Campus está instalada a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, bem como os cursos de graduação em Ciências Biológicas, Filosofia, Física, História, Letras, Pedagogia, Psicologia e Química e os cursos de Pós-Graduação (Mestrado) em Física, Química e Neurociências e Letras.
Campus Tancredo Neves
Oriundo da Escola Padre Sacramento, criada por decreto em 1929 e confiada à Congregação Salesiana em 1943, suas instalações eram de propriedade do Estado e foi dirigida por longo tempo pelo Pe. Fernando Enning. Conhecida como “Patronato”, sob a direção do Pe. Godofredo Resende teve suas instalações modernizadas e ampliadas e abrigava, em sua maioria, meninos carentes.
Em 1973 a Congregação Salesiana afastou-se de sua direção e a Escola teve fechada suas portas. Por um bom tempo ficou em completo abandono, até que em 1985, foi entregue à Igreja Adventista responsável pela Golden Cross, em comodato prorrogável de 40 anos de duração e foi então instalado, a partir de 1986, o CETAN – Centro Educacional Tancredo de Almeida Neves, destinado ao ensino de práticas agrícolas e educacionais em sistema de internato, que funcionou até o início de 2002, quando foi fechado e o imóvel devolvido à Prefeitura Municipal de São João Del Rei, a qual disponibilizou para a Universidade, por cessão de direito de uso.
O CTAN é cinco vezes maior que os outros campi juntos. O terceiro campus passou por grandes reformas que possibilitaram a instalação dos cursos de Educação Física e Ciências Contábeis, em 2005 recebeu o curso de Administração e agora em 2006 o curso de música. Além disto, lá funcionam:
a) o Centro de Referência do Trabalhador (CRT) que vem executando muitos projetos de inclusão social, de geração de renda e emprego, tais como o da criação de Cooperativas Populares, como a dos Catadores de Materiais Recicláveis (ASCAS);
b) a Incubadora de Empresas de Tecnologia Mista e Negócios Tradicionais (INDETEC);
c) o Centro de Referência da Criança e do Adolescente em Condição de Risco, que vem desenvolvendo projetos com pais, crianças e adolescentes, assistidos por professores e muitos outros parceiros, e tem por objetivo a busca de alternativas que evitem a exposição de crianças e adolescentes aos riscos impostos por vários agentes de violência e criminalidade;
d) a Fazenda Experimental Risoleta Neves, em parceria com a EPAMIG, que pretende desenvolver projetos de fruticultura, floricultura, bovinocultura de corte e leite, dentre outros, dos quais se beneficiarão os pequenos agropecuaristas da região, com matrizes, mudas e sementes mais adequados ao nosso clima e solo;
e) e estamos em fase de recuperação de um espaço onde funcionará o Consórcio Social da Juventude, Caminho da Estrada Real, projeto de qualificação e inclusão social, de 3.000 jovens entre 16 a 24 anos de 28 municípios, que está sendo desenvolvido em parceria com o Ministério do Trabalho.
Campus Alto Paraopeba
Um novo Campus que se implementa, particularmente com a peculiaridade de campus avançado, demanda um mínimo de 10 a 15 anos para seu amadurecimento, isto é, para que se aproveite todo o potencial de sua comunidade acadêmica nos vários níveis de ensino e de geração de conhecimento novo. Assim sendo, o Campus Alto Paraopeba estará amadurecido entre 2018 e 2023. Esse fato anuncia, com clareza, que o Campus deve ser pensado na perspectiva de que ele é um campus do século XXI. Ora, isso exige da UFSJ um esforço de antecipação do que será o ensino superior tecnológico neste século, isso exige pensar o campus e estruturá-lo de modo a atender às exigências do ensino superior e da universidade diante da realidade do século XXI. Por isso, é necessário refletir sobre quais seriam as tendências deste século, como elas afetariam a ciência, a tecnologia, a sociedade e, especialmente, o ensino superior no mundo e no Brasil.
Algumas tendências são aqui colocadas como previsíveis.
A) O envelhecimento da população mundial e brasileira, com o prolongamento da vida economicamente ativa, o que exige possíveis redirecionamentos de atividades profissionais ao longo a vida.
B) O grande desafio ecológico, o que exige soluções e adequações tecnológicas para práticas cada vez mais sustentáveis, visando ao eco-desenvolvimento, como resultado de escassez de recursos naturais e crescimento de demanda oriunda de padrões insustentáveis de consumo. O aumento de danos causados ao ambiente por impactos globais e locais.
C) A cada vez maior inovação e avanço tecnológico no campo da produção. Esse fato coloca o desafio de que engenheiros tenham que ser promotores de inovações de produtos em ritmo e velocidades crescentes e saibam se adaptar, rapidamente, a novas tecnologias.
D) A banalização dos instrumentos de informática que possibilita a simplificação de novas e diferentes formas de ensino.
E) A crescente interdisciplinaridade das questões, problemas e inovações, com a integração de tecnologias, o que implica uma nova heurística de inovação.
F) A necessidade de maior participação cidadã na solução de problemas, que, por sua complexidade, afetam amplos seguimentos da população, e no enfrentamento do desafio de convivência entre diferentes, com tolerância e paz.
G) A globalização econômica e as grandes mudanças no mundo da produção e do trabalho, provocadas pela integração de mercados, meios de comunicação e transportes, e a aceleração das inovações e mudanças tecnológicas. Tais mudanças vêm impondo rearranjos de empregos e de funções, num quadro de precariedade das relações entre o trabalho e o capital.
H) As possibilidades de integração econômica mundial, tanto com os países do capitalismo central como com áreas periféricas, e a emergência de novas áreas e blocos econômicos, como Ásia, África e América Latina.
Essas tendências levam a UFSJ a pensar no que deve ser um Campus de Ciência e Tecnologia do século XXI. Levam-na a repensar não apenas o conteúdo do ensino, seus métodos e práticas, mas até mesmo suas estruturas administrativas e as instalações físicas do campus. A UFSJ quer que o campus do Alto Paraopeba se constitua como UM CAMPUS DO SÉCULO XXI. Um Campus que busque adiantar-se a seu tempo no Brasil, caracterizando-se como:
A) um Campus que busque abordar o ensino de modo interdisciplinar;
B) um Campus que implemente em todas as suas ações, inclusive naquelas relativas às instalações físicas, uma concepção do que há de mais moderno em termos de consciência eco-desenvolvimentista, fazendo do próprio Campus um exemplo, nesse aspecto, para as gerações de estudantes;
C) um Campus que integre a questão de processos voltados para a inovação e que ofereça a seus formandos os instrumentos para a compreensão desse processo e de envolvimento na criação de novos produtos;
D) um Campus que antecipe a universalização do uso de ferramentas informáticas associadas ao ensino, bem como de simulação de fenômenos;
E) um Campus que incorpore a preocupação cidadã como parte da formação do estudante;
F) um Campus que incorpore a dimensão da integração social, da diversidade e da convivência pacífica entre diferentes;
G) um Campus que dialogue, criticamente, com a globalização cultural, tecnológica, econômica e social, abrindo-se a novas culturas emergentes na área tecnológica.
Aspectos gerais da concepção acadêmica dos cursos do Campus Alto Paraopeba
O projeto do Campus Alto Paraopeba tem o desafio de escolher um modelo, a partir das discussões em curso no País e no exterior e no seio da própria UFSJ, inovar e interagir com o conjunto da UFSJ. A partir de um balanço do estado dos debates, dentro e fora da UFSJ, optou-se por aceitar o desafio de inovar no modelo acadêmico dos cursos de graduação, de abordagens de ensino e na estrutura administrativa e física que se coadunem com os novos parâmetros acadêmicos.
Campus Divinópolis
A Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) iniciou em 2008, na região Centro-Oeste de Minas, a implantação de um projeto socioeducacional capaz de trazer profundas mudanças na vida de sua população: trata-se do Campus Centro-Oeste Dona Lindu, em Divinópolis, que abriga os cursos superiores de Medicina, Enfermagem, Farmácia e Bioquímica.
A escolha do Centro-Oeste mineiro para abrigar o Campus Dona Lindu da UFSJ foi resultado de minuciosa analise do perfil social da região, que tem mais de 1,12 milhões de habitantes, 96% dos quais em áreas urbanas e com indicadores de saúde ainda insatisfatórios.
Divinópolis, sede do campus e município-polo da região, com mais de 200 mil habitantes, possui 41 estabelecimentos públicos de saúde, cinco hospitais filantrópicos ou particulares e 16 serviços especializados. O campus Centro-Oeste Dona Lindu tem o compromisso com a formação de profissionais capazes de atuar como agentes de transformação social e das praticas em saúde.
A implantação do Campus Dona Lindu teve como fundamentos:
» a busca de soluções para os problemas de saúde da região;
» a constituição de parcerias com os municípios do Centro-Oeste para formação profissional e consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS);
» o enfrentamento da baixa resolubilidade dos serviços ambulatoriais e hospitalares;
» o compromisso com uma nova visão de formação profissional para a concepção ampliada de saúde.
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