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O mesmo sorriso 40 anos depois



Um jeito único de tocar violão, absoluto domínio técnico, além da sofisticação dos arranjos, já seria bastante para João Bosco encantar as plateias mais exigentes. Em São João del-Rei, no show de domingo, 27, ele foi além: cantou sorrindo e foi arrebatador. Talvez pelo prazer de estar em Minas – como bom mineiro de Ponte Nova e apaixonado por Ouro Preto –, talvez por acreditar no valor dos festivais como difusores de cultura, o fato é que, ao longo da apresentação, o cantor se agigantou e deu ao público o que todos esperavam: os grandes sucessos que nas últimas décadas o destacou entre os melhores.



Campus Santo Antônio

Campus Santo Antônio

O prédio principal do Campus Santo Antônio teve sua construção iniciada, pelo pavilhão sul, em 1915 e inaugurado em 1917. Faz parte do conjunto arquitetônico da área tombada do centro histórico de São João del-Rei. Está localizado na Praça Frei Orlando, ao lado da Igreja São Francisco, de arquitetura barroca e suas vistosas, frondosas e centenárias palmeiras imperiais, cujo valor histórico é incalculável.

No Campus Santo Antônio, funcionou o famoso Colégio Santo Antônio, no qual várias personalidades brasileiras estudaram, tendo sido administrado até a década de 70 pelos freis franciscanos e posteriormente, até a implantação da UFSJ, pela municipalidade, onde funcionava a Fundação Municipal de São João del-Rei. Inicialmente, a instituição instalou-se no prédio principal e depois, com a aquisição dos terrenos adjacentes, ampliou sua estrutura com novas construções.

Reformas e adequações foram realizadas para modernizar e adaptar este prédio para o funcionamento da Universidade. Outros prédios foram anexados ao prédio central e são mais novos: a Biblioteca que abriga um dos mais modernos anfiteatros do país com ilha de edição; a Mecânica na qual se instalaram salas de laboratório e de professores dos Departamentos de Mecânica e de Ciências Térmicas e dos Fluidos; o da Elétrica no qual funcionam laboratórios e salas de professores do Departamento de Eletricidade; o Ginásio Poliesportivo, obra em fase final de execução e financiada com recursos do Ministério dos Esportes, a oficina mecânica, além dos prédios da Gráfica, Carpintaria/Serralheria e a casa onde está instalado o Projeto Terceira Idade.

Neste Campus, estão instaladas, em 2007, a Reitoria, as Pró-Reitorias de Administração, de Ensino de Graduação, de Planejamento, além da de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, bem como, os cursos de Ciências Econômicas, Engenharia Industrial Elétrica, Engenharia Industrial Mecânica e Matemática.

Campus Dom Dosco

Campus Dom Bosco

O Campus Dom Bosco está situado no bairro das fábricas e sua história está atrelada a do Colégio São João, cujas atividades iniciais se deram em 1940 pela Congregação Salesiana. Com a ajuda da população sanjoanense, representada pelo Prefeito – Sr. José do Nascimento Teixeira, foi construído o prédio, onde funcionou a partir 1943, como internato de seminaristas. Em 1948, instalou-se também o Instituto de Filosofia e Pedagogia. Depois de 30 anos de existência, unicamente, como internato para seminaristas, abriu suas salas de aulas para alunos externos e finalmente, encerrado o internato, passou a funcionar apenas como externato, o que durou até o ano de 1986.

Em 1953, a Inspetoria Salesiana Dom Bosco, criou, anexa ao Colégio São João, uma Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras com o objetivo de habilitar profissionalmente, de acordo com as exigências oficiais, os religiosos da Congregação mantenedora. A Faculdade Dom Bosco foi reconhecida pelo Decreto 34392, de 27 de outubro de 1953, do Presidente Vargas e foi instalada em março de 1954. Dois anos após sua instalação, abriu-se também à educação externa e ampliou seus cursos, acrescentando Psicologia e Pedagogia e em 1986 foi incorporada ao patrimônio da UFSJ.

A partir de então, várias obras de reformas e adaptações foram realizadas no prédio principal e outros prédios foram e estão sendo construídos para atender as necessidades institucionais, tais como: prédio do DCNAT, onde funcionam os cursos de graduação em Biologia, Química e Física e o de mestrado de Física, Química e Neurociências com as devidas coordenadorias e o departamento de ciências naturais; o prédio do DEPEB onde estão alocadas as salas deste departamento e os laboratórios de neurociências; o laboratório de psicologia aplicada e o de química; o biotério central; o pavilhão de salas de aula; o prédio de salas para o Departamento das Psicologias; o prédio da nova biblioteca em fase final de execução e o prédio anexo ao DCNAT que abrigará salas de aula e laboratórios dos cursos de Biologia, Física e Química que está em fase inicial.

Neste Campus está instalada a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, bem como os cursos de graduação em Ciências Biológicas, Filosofia, Física, História, Letras, Pedagogia, Psicologia e Química e os cursos de Pós-Graduação (Mestrado) em Física, Química e Neurociências e Letras.

Campus Tancredo Neves

Campus Tancredo Neves

Oriundo da Escola Padre Sacramento, criada por decreto em 1929 e confiada à Congregação Salesiana em 1943, suas instalações eram de propriedade do Estado e foi dirigida por longo tempo pelo Pe. Fernando Enning. Conhecida como “Patronato”, sob a direção do Pe. Godofredo Resende teve suas instalações modernizadas e ampliadas e abrigava, em sua maioria, meninos carentes.

Em 1973 a Congregação Salesiana afastou-se de sua direção e a Escola teve fechada suas portas. Por um bom tempo ficou em completo abandono, até que em 1985, foi entregue à Igreja Adventista responsável pela Golden Cross, em comodato prorrogável de 40 anos de duração e foi então instalado, a partir de 1986, o CETAN – Centro Educacional Tancredo de Almeida Neves, destinado ao ensino de práticas agrícolas e educacionais em sistema de internato, que funcionou até o início de 2002, quando foi fechado e o imóvel devolvido à Prefeitura Municipal de São João Del Rei, a qual disponibilizou para a Universidade, por cessão de direito de uso.

O CTAN é cinco vezes maior que os outros campi juntos. O terceiro campus passou por grandes reformas que possibilitaram a instalação dos cursos de Educação Física e Ciências Contábeis, em 2005 recebeu o curso de Administração e agora em 2006 o curso de música. Além disto, lá funcionam:

a) o Centro de Referência do Trabalhador (CRT) que vem executando muitos projetos de inclusão social, de geração de renda e emprego, tais como o da criação de Cooperativas Populares, como a dos Catadores de Materiais Recicláveis (ASCAS);

b) a Incubadora de Empresas de Tecnologia Mista e Negócios Tradicionais (INDETEC);

c) o Centro de Referência da Criança e do Adolescente em Condição de Risco, que vem desenvolvendo projetos com pais, crianças e adolescentes, assistidos por professores e muitos outros parceiros, e tem por objetivo a busca de alternativas que evitem a exposição de crianças e adolescentes aos riscos impostos por vários agentes de violência e criminalidade;

d) a Fazenda Experimental Risoleta Neves, em parceria com a EPAMIG, que pretende desenvolver projetos de fruticultura, floricultura, bovinocultura de corte e leite, dentre outros, dos quais se beneficiarão os pequenos agropecuaristas da região, com matrizes, mudas e sementes mais adequados ao nosso clima e solo;

e) e estamos em fase de recuperação de um espaço onde funcionará o Consórcio Social da Juventude, Caminho da Estrada Real, projeto de qualificação e inclusão social, de 3.000 jovens entre 16 a 24 anos de 28 municípios, que está sendo desenvolvido em parceria com o Ministério do Trabalho.


Campus Alto Paraopeba

Campus Alto Paraopeba

Um novo Campus que se implementa, particularmente com a peculiaridade de campus avançado, demanda um mínimo de 10 a 15 anos para seu amadurecimento, isto é, para que se aproveite todo o potencial de sua comunidade acadêmica nos vários níveis de ensino e de geração de conhecimento novo. Assim sendo, o Campus Alto Paraopeba estará amadurecido entre 2018 e 2023. Esse fato anuncia, com clareza, que o Campus deve ser pensado na perspectiva de que ele é um campus do século XXI. Ora, isso exige da UFSJ um esforço de antecipação do que será o ensino superior tecnológico neste século, isso exige pensar o campus e estruturá-lo de modo a atender às exigências do ensino superior e da universidade diante da realidade do século XXI. Por isso, é necessário refletir sobre quais seriam as tendências deste século, como elas afetariam a ciência, a tecnologia, a sociedade e, especialmente, o ensino superior no mundo e no Brasil.

Algumas tendências são aqui colocadas como previsíveis.

A) O envelhecimento da população mundial e brasileira, com o prolongamento da vida economicamente ativa, o que exige possíveis redirecionamentos de atividades profissionais ao longo a vida.

B) O grande desafio ecológico, o que exige soluções e adequações tecnológicas para práticas cada vez mais sustentáveis, visando ao eco-desenvolvimento, como resultado de escassez de recursos naturais e crescimento de demanda oriunda de padrões insustentáveis de consumo. O aumento de danos causados ao ambiente por impactos globais e locais.

C) A cada vez maior inovação e avanço tecnológico no campo da produção. Esse fato coloca o desafio de que engenheiros tenham que ser promotores de inovações de produtos em ritmo e velocidades crescentes e saibam se adaptar, rapidamente, a novas tecnologias.

D) A banalização dos instrumentos de informática que possibilita a simplificação de novas e diferentes formas de ensino.

E) A crescente interdisciplinaridade das questões, problemas e inovações, com a integração de tecnologias, o que implica uma nova heurística de inovação.

F) A necessidade de maior participação cidadã na solução de problemas, que, por sua complexidade, afetam amplos seguimentos da população, e no enfrentamento do desafio de convivência entre diferentes, com tolerância e paz.

G) A globalização econômica e as grandes mudanças no mundo da produção e do trabalho, provocadas pela integração de mercados, meios de comunicação e transportes, e a aceleração das inovações e mudanças tecnológicas. Tais mudanças vêm impondo rearranjos de empregos e de funções, num quadro de precariedade das relações entre o trabalho e o capital.

H) As possibilidades de integração econômica mundial, tanto com os países do capitalismo central como com áreas periféricas, e a emergência de novas áreas e blocos econômicos, como Ásia, África e América Latina.

Essas tendências levam a UFSJ a pensar no que deve ser um Campus de Ciência e Tecnologia do século XXI. Levam-na a repensar não apenas o conteúdo do ensino, seus métodos e práticas, mas até mesmo suas estruturas administrativas e as instalações físicas do campus. A UFSJ quer que o campus do Alto Paraopeba se constitua como UM CAMPUS DO SÉCULO XXI. Um Campus que busque adiantar-se a seu tempo no Brasil, caracterizando-se como:

A) um Campus que busque abordar o ensino de modo interdisciplinar;

B) um Campus que implemente em todas as suas ações, inclusive naquelas relativas às instalações físicas, uma concepção do que há de mais moderno em termos de consciência eco-desenvolvimentista, fazendo do próprio Campus um exemplo, nesse aspecto, para as gerações de estudantes;

C) um Campus que integre a questão de processos voltados para a inovação e que ofereça a seus formandos os instrumentos para a compreensão desse processo e de envolvimento na criação de novos produtos;

D) um Campus que antecipe a universalização do uso de ferramentas informáticas associadas ao ensino, bem como de simulação de fenômenos;

E) um Campus que incorpore a preocupação cidadã como parte da formação do estudante;

F) um Campus que incorpore a dimensão da integração social, da diversidade e da convivência pacífica entre diferentes;

G) um Campus que dialogue, criticamente, com a globalização cultural, tecnológica, econômica e social, abrindo-se a novas culturas emergentes na área tecnológica.

Aspectos gerais da concepção acadêmica dos cursos do Campus Alto Paraopeba

O projeto do Campus Alto Paraopeba tem o desafio de escolher um modelo, a partir das discussões em curso no País e no exterior e no seio da própria UFSJ, inovar e interagir com o conjunto da UFSJ. A partir de um balanço do estado dos debates, dentro e fora da UFSJ, optou-se por aceitar o desafio de inovar no modelo acadêmico dos cursos de graduação, de abordagens de ensino e na estrutura administrativa e física que se coadunem com os novos parâmetros acadêmicos.


Campus Divinópolis

Campus de Divinópolis

A Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) iniciou em 2008, na região Centro-Oeste de Minas, a implantação de um projeto socioeducacional capaz de trazer profundas mudanças na vida de sua população: trata-se do Campus Centro-Oeste Dona Lindu, em Divinópolis, que abriga os cursos superiores de Medicina, Enfermagem, Farmácia e Bioquímica.

A escolha do Centro-Oeste mineiro para abrigar o Campus Dona Lindu da UFSJ foi resultado de minuciosa analise do perfil social da região, que tem mais de 1,12 milhões de habitantes, 96% dos quais em áreas urbanas e com indicadores de saúde ainda insatisfatórios.

Divinópolis, sede do campus e município-polo da região, com mais de 200 mil habitantes, possui 41 estabelecimentos públicos de saúde, cinco hospitais filantrópicos ou particulares e 16 serviços especializados. O campus Centro-Oeste Dona Lindu tem o compromisso com a formação de profissionais capazes de atuar como agentes de transformação social e das praticas em saúde.

A implantação do Campus Dona Lindu teve como fundamentos:

» a busca de soluções para os problemas de saúde da região;

» a constituição de parcerias com os municípios do Centro-Oeste para formação profissional e consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS);

» o enfrentamento da baixa resolubilidade dos serviços ambulatoriais e hospitalares;

» o compromisso com uma nova visão de formação profissional para a concepção ampliada de saúde.



Campus Sete Lagoas

Campus Sete Lagoas

O novo campus da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) foi criado em 2009 no município de Sete Lagoas (SL), MG, para fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico dos municípios da mesorregião metalúrgica de Sete Lagoas. Esta mesorregião tem como principais atividades econômicas a agropecuária e indústrias do setor de metalurgia e de alimentos, dentre outras. Na nova unidade da UFSJ foram implantados os cursos de graduação de Engenharia Agronômica e Engenharia de Alimentos, e uma pós-graduação, em nível de mestrado e doutorado, na área de Bioengenharia.

A Unidade de Sete Lagoas (USL) da UFSJ está inserida em uma região que apresenta na atualidade forte desenvolvimento tecnológico. Esta região tem taxa de desenvolvimento comparável à da China, entorno de 11,5% ao ano. Sua área de influência, com mais de 500.000 habitantes, abrange 38 municípios da mesorregião metalúrgica.

A inserção da USL-UFSJ no contexto regional é estratégica, prevendo atuação nas diferentes áreas das ciências agrárias e da tecnologia de alimentos, com base em uma formação teórica e prática, aliada à pesquisa científica, extensão e cooperações com outras instituições de ensino e pesquisa, como previsto no Programa de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Universidade Federal de São del-Rei.